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os sonhadores sorriso de mona lisa o homem que copiava alta fidelidade trilha sonora: queen of the bea age stephonics the lars volta kings of ana sinopse: sobre a vida, o universo e tudo o mais. |
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Thursday, January 18, 2007 LERAM ALI EMBAIXO? SE NÃO LERAM, LEIAM. [mesmo porque, este post não vai fazer sentido algum sem ler lá o "leiam isso"] Leram o texto ali? Ótimo. Veja um exemplo de com o quê os nossos filhos e os filhos eles vão se drogar no futuro. Veja um exemplo de como o homem hoje não é mais homem, é apenas uma máquina que produz e enquanto não produzir, é inútil. Estão reificando cada vez mais. O próprio neurocientista afirma, afora as bases biológicas óbvias: "nós somos o que lembramos que somos". A indústria farmacêutica não tinha mais sobre o que falar, né, cara. Quer dizer, então vamos lá fazer igual brilho eterno de uma mente sem lembranças! Apague tudo, apague as pessoas, elas não têm importância, né. Elas nem contribuíram para o seu aprendizado, elas nem te constituem naquilo que você é hoje, elas nem estão aí para você se reconhecer nelas, e contra elas, e isso implica o que você lembra delas, ou passou com elas. Imaginemos que este remédio aí seja lançado. Só criem essa cena na cabeça de vocês: TUDO vai ser esquecido. Qualquer briguinha no dia vai ser esquecida. Qualquer aborrecimento, qualquer coisa que você deteste. Agora pensemos em situações hipotéticas que acontecem no dia-a-dia: brigas com suas amigas, familiares, namorado, relacionamento, enfim. Assim que você sai da briga, você quer o cidadão/ã morto, longe de você, mas depois passa né, as coisas voltam ao normal [ou não]. Bem, agora imagine uma pessoa im/compulsiva ou simplesmente influenciada por essa descarga gigantesca de adrenalina que surgiu nela após a briga. Essa pessoa toma o remédio, e esquece com quem brigou. Esquece, sabe. Quer dizer, as coisas chegaram realmente a esse nível de serem descartáveis? E bem cá entre nós. Uma pessoa que sofreu um trauma e está mal por ele, se sente fragilizada, e provavelmente não pensará em todos os contras que existem num simples esquecimento. Ela não vai superar o trauma nunca, vai simplesmente apagá-lo, sem aprendizado, sem elevação de seu espírito com isso. Agora e se o remédio não for eficaz, assim, cemporcento? Imagina ela lembrar de uma coisa, uma fagulha do trauma, do nada, e não saber porque está lembrando daquilo, posto que o efeito do remédio é ela apagar a memória. É tipo o que acontece no brilho eterno, mesmo. Será que não temos o direito de sofrer e ter o nosso tempo de vida, os nossos limites, e sermos respeitados por isso? |